Com a conivência do re­gime, os vampiros con­tinuam a sugar o sangue dos angolanos. António Roque, (português) direc­tor técnico da empresa Damer Gráficas, propriedade do Grupo Media Nova, inaugurada ofi­cialmente a 13 de Novembro de 2008 pelo então ministro da In­dústria, Joaquim David. António Roque é bem claro quan­do, no seu facebook, diz: “COMIGO TUDO EM FORMA, EMBORA NESTA TERRA DE PRETOS. MAS A MALTA RE­SISTE” In FOLHA8

sábado, 26 de Julho de 2014

Quase dois meses de greve dos professores na Huíla… e vai continuar





Em assembleia realizada esta manhã os professores do Lubango em representação dos professores da Huíla, votaram a favor da manutenção da greve que já vigora a perto de dois meses!
Mesmo com os descontos sofridos este mês os professores mantém o finca-pé, pondo assim o governo da Huíla de cabelo em pé.

Assim está o estado "vergonhoso" da administração do Palanca, em Luanda.





António Manuel. Facebook.

Jornal de Angola critica Portugal pela segunda vez em três dias




O Jornal de Angola volta hoje a criticar Portugal, pela segunda vez em três dias, e novamente sobre a Guiné Equatorial, acusando os portugueses de darem "lições de democracia" quando no país "há crianças a morrer de fome".
Em causa está a adesão daquele país, antiga colónia espanhola em África,  à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), concretizada quarta-feira  na Cimeira de Díli, em Timor-Leste, apesar das dúvidas lançadas a partir  de Portugal.

 http://sicnoticias.sapo.pt

"Os portugueses têm um grande orgulho na expansão marítima da qual resultou  o seu império. Mas agora há países e povos que guardam a memória desse passado  comum e querem pertencer à CPLP. Alguns renegam esse passado e opõem-se  ao alargamento da organização. São demasiado pequenos para a grandeza da  Língua Portuguesa", afirma o editorial.
 
No editorial, intitulado "A grandeza da língua", o diário estatal recorda  que parte do território da Guiné Equatorial "já foi colónia portuguesa"  e que a ilha de Fernando Pó [atual Bioko] recebeu o nome do navegador português,  o mesmo acontecendo com a ilha de Ano-Bom.  "Mas na pequena ilha [Ano-Bom] está um tesouro da lusofonia: fala-se  crioulo [fá d'ambô] que tem por base o português arcaico e que chegou quase  incólume aos nossos dias", diz o jornal.
Afirma que "está provado" que aquelas ilhas da "foram povoadas por escravos  angolanos" e que Angola pretende "ir lá render homenagem" aos antepassados.
 
"Agora que Fernando Pó e Ano-Bom fazem parte da CPLP, mais facilmente  podemos cumprir esse dever. Mas sem a companhia das elites estrábicas, que  nem sequer foram capazes de defender a dulcíssima língua portuguesa do Acordo  Ortográfico", lê-se.
 
Sobre as dúvidas em torno da adesão da Guiné Equatorial, o Jornal de  Angola já tinha criticado Portugal no editorial de terça-feira, o mesmo  dia em que o vice-primeiro-ministro Paulo Portas foi recebido em Luanda  pelo Presidente angolano José Eduardo dos Santos.  
 
Hoje é a vez de o ministro da Economia, António Pires de Lima, visitar  a capital angolana.  
"Os angolanos querem saber mais sobre a Língua Portuguesa (...) Os portugueses  deviam ter o mesmo interesse, mas pelos vistos só estão interessados em  dar lições de democracia, quando dentro das suas portas há crianças a morrer  de fome", diz o editorial.
 
O matutino volta a referir-se às "elites portuguesas ignorantes e corruptas",  afirmando que com a introdução do português como língua oficial no país  "esse argumento deixou de valer".
 
Num dos artigos mais críticos de Portugal dos últimos meses, aquele  jornal diz que "em Lisboa surgiram numerosas vozes contra a adesão" mas  que "nunca chegarão aos céus", provenientes de "políticos e líderes de opinião".
 
"O que revela uma contradição insanável eivada de ignorância e uma tendência  inquietante para criar um 'apartheid' nas relações internacionais", escreve  o matutino.  
Diz por isso que não se "compreende" a "soberba" com que em Portugal "tratam a Guiné Equatorial e o Presidente Obiang".  
 
Classifica o tema da pena de morte, invocado por Lisboa, como "muito  débil", tendo em conta que os Estados Unidos "executam todos os dias condenados  à pena capital" e que "nem por isso os porta-vozes dessas elites querem  expulsar o seu aliado da OTAN  [NATO]".  
 
 "Pelo contrário, quando Washington anunciou que ia sair da Ilha Terceira por já não ter interesse na Base das Lajes, todos se puseram de  joelhos, implorando que a base aérea continue", crítica, em editorial, o  Jornal de Angola.
 
Lusa

quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Jovens angolanos manifestam-se sábado em Viana





O projecto denomina-se MMM, Movimento das Manifestações nos Musseques, e visa protestar primeiro nos musseques e depois nos centros da cidade.

Coque Mukuta
VOA

Jovens que regularmente protestam em Luanda lançam o projecto Movimento das Manifestações nos Musseques, que visa aumentar ainda mais o grau de revindicação dos cidadãos. Este sábado, 26, realizam no município de Viana, uma manifestação contra os maus-tratos às mulheres zungueiras.
Já foram distribuídos vários panfletos, camisolas e realizada uma mega campanha de mobilização para maior concentração de manifestantes neste sábado.
Segundo, Raul Mandela, a polícia nacional e o Governo local já estão informados sobre a iniciativa.
O activista disse ainda que as manifestações que até agora se realizam essencialmente em Luanda, chegarão a outras províncias com vista a despertar a consciência das populações sobre a cultura da revindicação.
O projecto denomina-se MMM, Movimento das Manifestações nos Musseques, e o objectivo é investir primeiro nos musseques e depois nos centros da cidade. "Nós não tempos medo mas queremos antes esclarecer as populações e quando tivermos que ir para a cidade alta as populações já sabem que estão a ser violados algum direito”, disse.
Mandela confirmou estar tudo pronto para a realização da manifestação neste sábado na Vila de Viana.
“Faltam luz, água, pontes áreas e nós vemos todos os dias as nossas mamãs a serem batidas, por isso vamos protestar na vila de Viana e temos tudo preparado”, garantiu Raul Mandela, que confirma a realização da manifestação este sábado na Vila de Viana.
Recorde-se que nas manifestações anteriores houve confrontos com a polícia ou os actos tiveram de ser cancelados e de lá para cá várias iniciativas registaram-se espontaneamente para protestar contra o Governo.

Traficantes de crianças angolanas detidos em Portugal





VOA Português

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal revelou ter detido adultos que viajavam de Angola com crianças, como se elas fossem encomendas. Cinco adultos estão em prisão preventiva e nove crianças em lares de infância e juventude. A autoridades angolanas dizem ter reforçado a vigilância nas fronteiras.   
A primeira detenção remonta a 25 de Janeiro. Um homem viajava para Paris com uma criança de 10 anos e um par de adolescentes de 15 anos cada e tinha feito a rota Luanda,Libreville, Casablanca, Lisboa e Paris.
Apertado pelos guardas de fronteira, o homem confessou que receberia “milhares de euros” para passar aquelas crianças. Noutras ocasiões, já aterrara em Portugal na companhia de outras crianças. Alegou ser pago pelas famílias para as acompanhar até ao destino final. Volvidos poucos dias, apareceu outro homem, vindo de Paris, com falsos documentos a reclamar a paternidade do menino.
Em entrevista ao jornal português Público, o director nacional adjunto do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal José van der Kellen diz haver alguma semelhança com os correios de droga.
Van der Kellen afirma que os traficantes pertencem a um certo estrato social, embora não sejam da elite, mas têm experiência de viagem, cruzam fronteiras com naturalidade e prestam qualquer esclarecimento que lhes for solicitado. Cobram quatro, cinco, seis mil euros pelo serviço.
Segundo aquele jornal português, não há suspeita de envolvimento das companhias aéreas, TAP e TAAG, porque os traficantes recorrem à falsificação intelectual dos documentos
Em entrevista à VOA, Simão Milagre, porta-voz do Serviço de Migração e Fronteiras de Angola, diz que o caso é do conhecimento das autoridades do país que têm trabalhado com Portugal.
Milagre explica que o Serviço de Migração e Fronteiras tem reforçado o seu combate ao tráfico de crianças e diz que os casos mais frequentes de tentativa de levar menores para fora de Angola têm a ver com conflitos entre casais.