APELO AO PR JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS. O banco millennium Angola na rua rei Katyavala roubou-nos o terreno e nele montou um gigante gerador que dia e noite nos mata com fumo mortal. Não se justifica este crime horrível porque há energia eléctrica. Os moradores já se queixaram mas em vão. Já há anos que vivemos de janelas e portas fechadas. Apelamos para que V. Ex.ª ordene o fim imediato deste crime e que os culpados sejam enviados para a justiça e que os lesados recebam as devidas indemnizações.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Expectativas distintas face aos preços actuais do crude. Justino Pinto de Andrade





Contrariamente ao que afirmaram certos comentaristas, a acentuada baixa do preço do petróleo no mercado mundial terá – começou já a ter – fortes repercussões na nossa economia e na nossa sociedade. O primeiro sinal veio pelas medidas restritivas anunciadas, que se reflectirão, dentro em breve, no Orçamento Geral do Estado revisto para 2015.

http://jpintodeandrade.blogspot.com/

2.  Um balão de ensaio está já a ser executado no sector público, com congelamentos na entrada de novos funcionários, bem como a aplicação de travões na ascensão na carreira dos funcionários existentes. A área desportiva que se subsidia no OGE iniciou, igualmente, um plano de contensão que aponta para um corte de cerca de 50% relativamente ao Orçamento antes previsto.
3.  O sector privado da nossa economia sente já os efeitos de alguns constrangimentos de carácter financeiro. E eles irão aumentar à medida que for decorrendo o ano económico. Avizinha-se uma época difícil que poderá, inclusive, traduzir-se em instabilidade social e, mesmo até, política. Preparemo-nos, pois, todos para momentos menos bons…
4.  A crise iniciada em 2008 começou por se abater sobre as economias mais fortes do mundo. Depois, estendeu-se para todo o lado, debilitando indiscriminadamente a economia mundial. E os seus impactos políticos foram profundos, levando a queda de governos (claro, por via eleitoral) na Europa, fruto do clima de insatisfação social que, entretanto, se instalou.
5.  A crise de 2008 fez cair governos tidos como de Direita mas, igualmente, social-democracias. As razões de tais substituições não foram, pois, de cariz ideológico, mas, sim, fruto das políticas restritivas e de austeridade colocadas em prática pelos respectivos governos.
6.  Quem se distanciou dessas políticas contracionistas foi o governo norte-americano. E os resultados são hoje perfeitamente visíveis: recuperação de empresas em dificuldades, modernização das que haviam perdido competitividade, crescimento económico, criação de empregos. No domínio económico, a presente Administração americana está em alta.
7.  A presente baixa do petróleo parece vir a favor das economias mais avançadas – na sua maioria, importadoras de crude – e pode ser um factor estimulador da sua recuperação. Tal contexto, aparentemente favorável à recuperação dessas economias, deve ser visto com certo cuidado, pois as multinacionais envolvidas no negócio do petróleo, originárias dos países mais ricos, começam, elas também, a dar sinais de algum nervosismo.
8.  Um preço demasiado baixo causará constrangimentos a tais multinacionais. Pelo menos momentaneamente, elas perderão algum interesse na realização de investimentos em pesquisa e exploração. Deverão adiá-los para melhores dias, para quando os preços do crude voltarem a subir. Mas o protelar dos investimentos em pesquisa e produção pode agravar ainda mais a situação económica dos países subdesenvolvidos exportadores de petróleo.
9.  Com os actuais níveis de produção, os mercados registam um excesso de oferta, responsável pelo presente preço do crude. E um aumento da oferta resultante da entrada em exploração de novos campos de produção, faria baixar ainda mais o preço, multiplicando as dificuldades para quem já vive dias difíceis.
10.                  Acresce a isso o facto de nem todos os países exportadores terem a mesma sensibilidade aos preços. Por exemplo, o Irão declarou que um preço próximo dos usd 25/barril não lhe causará grandes perturbações. Dado o actual nível dos seus compromissos económicos e sociais, a Venezuela só poderá sobreviver com um preço rondando os usd 85/barril. Outro país-charneira neste “puzzle” é a Arábia Saudita, dos maiores produtores e o maior exportador mundial. Com custos de produção geralmente muito baixos, e enormes reservas financeiras acumuladas, a Arábia Saudita dá-se ao luxo de ficar como que indiferente aos preços agora vigentes.
11.                  A Rússia, muito dependente das exportações de petróleo e gás, é dos países mais atingidos pelos preços baixos, ao que se junta o impacto das sanções impostas pela comunidade internacional, em especial, os EUA e a União Europeia, para a castigar pelo seu envolvimento no conflito da Ucrânia. E com isso, o rublo – a moeda russa – perdeu, até agora, cerca de metade do seu valor.
12.                  A baixa do preço do petróleo está a ser acompanhada por um relativa valorização do dólar norte-americano, relativamente às outras divisas internacionais e, em particular, face ao euro. A valorização do dólar torna mais caras as exportações norte-americanas e mais favoráveis as exportações europeias – claro, as da Zona Euro – o que se traduz num facto positivo para a recuperação da economia europeia.
13.                  E aqui entre nós, que impactos terá um dólar mais valorizado? Uma desvalorização do kwanza, teoricamente, pelo menos, tornaria mais fáceis as nossas exportações. Mas, que exportações, se nós quase que apenas exportamos petróleo? E o impacto de uma tal depreciação do kwanza sobre as nossas importações? Torna-as mais onerosas, portanto, mais difíceis. A questão agora é saber qual desses dois lados afectará mais a Balança Comercial, se a redução do valor das exportações, se a contração das importações?
14.                  Haverá, igualmente, outras implicações que não cabem no restrito espaço de que agora dispomos. Possivelmente, numa próxima ocasião.
Imagem: www.sol.pt

Banco Nacional de Angola duplica venda de dólares aos bancos





Na semana passada, o BNA injectou 300 milhões de dólares na banca comercial.
O Banco Nacional de Angola (BNA) injectou na banca comercial, na última semana, 300 milhões de dólares (267 milhões de euros) em divisas, o dobro face ao período anterior, numa altura de restrições no acesso à moeda estrangeira.
De acordo com o relatório semanal sobre a evolução dos mercados monetário e cambial, divulgado nesta segunda-feira pelo BNA e a que a Lusa teve acesso, o banco central angolano realizou estas vendas em leilões, entre 19 e 23 de Janeiro, a uma taxa média de referência do mercado cambial interbancário de 104,645 kwanzas (89 cêntimos de euro) por cada dólar.
Desde Novembro que a taxa de câmbio não pára de subir, reflectindo-se numa forte desvalorização do kwanza, a moeda nacional.
Na semana anterior, as mesmas vendas tinham-se cifrado em 159 milhões de dólares (141 milhões de euros), confirmando assim o cenário de dificuldades no acesso a divisas em Angola, devido à quebra na cotação internacional do barril de petróleo.
Consultas feitas pela Lusa em alguns bancos de Luanda resultam na praticamente generalizada impossibilidade de fazer levantamentos de dólares ao balcão, no imediato, com os clientes a recorrerem ao mercado informal para obterem divisas, onde as taxas de câmbio dispararam.
Em todo o mês de Outubro - ainda com 1 dólar negociado a menos de 100 kwanzas - o BNA vendeu directamente aos bancos comerciais, excluindo assim as compras aos clientes, 1.530 milhões de dólares (1361 milhões de euros) em divisas.
O novo governador do BNA, José Pedro de Morais Júnior, garantiu, na sexta-feira passada, após tomar posse, que os "fundamentos macroeconómicos" do país estão "sob controlo", apesar das dificuldades provocadas pela queda da cotação internacional do petróleo.
"É verdade que o momento é particularmente difícil. O que tenho a dizer é que os fundamentos macroeconómicos do nosso país mantêm-se sólidos e sob controlo", afirmou José Pedro de Morais Júnior, que entre 2002 e 2008 liderou o Ministério das Finanças de Angola.
Com a diminuição das receitas oriundas do petróleo - a cotação internacional do barril de crude caiu para metade em nos últimos seis meses - reduziram-se também as divisas que entram em Angola.
O novo governador salientou ser "evidente" o momento de "dificuldade" vivido pelos países exportadores de petróleo, como Angola, sendo por isso "necessário afinar alguns instrumentos".
"E é justamente isso que o senhor Presidente da República tem vindo a fazer nas últimas semanas. Estamos todos confiantes e gostaria já de deixar uma recomendação a todos os agentes do sistema financeiro nacional para assumirem as suas responsabilidades e, com serenidade, tentarmos levar a cabo e ultrapassar o mais depressa possível este pequeno momento", declarou.
José Pedro de Morais Júnior referia-se às restrições que a banca comercial angolana está a aplicar às operações financeiras e com cartões, nomeadamente envolvendo divisas, decisões às quais o BNA afirma ser alheio.
O novo governador "recomenda" aos bancos comerciais que adoptem "medidas correctivas", rejeitando, ao ser questionado pelos jornalistas, uma situação de pânico financeiro junto dos clientes, que se queixam da falta de acesso a dólares.
"Não há razão para isso [pânico financeiro]", atirou.
Angola é o segundo maior produtor de petróleo na África subsaariana a seguir à Nigéria, actividade que representou no ano passado 76% das receitas fiscais do país.
LUSA
ANGOLA24HORAS

TAP restringe venda de bilhetes em Angola devido à falta de dólares





A TAP vai restringir a venda de bilhetes em Angola devido à escassez de dólares. O país, altamente dependente da exportação de petróleo, está a sofrer com a desvalorização do produto.
Entram cada vez menos dólares em Angola, o que faz com que as empresas internacionais não consigam trocar a moeda local ou a troquem por valores mais baixos porque o kwanza está em queda.

SIC
ANGOLA24HORAS

Angola. Lunda Sul: BPC suspende serviço de crédito bancário até Março




Saurimo - O Banco de Poupança e Credito (BPC) suspendeu Sexta-feira, na Lunda Sul, os serviços de créditos bancários até ao mês de Março do corrente ano, numa medida de precaução devido a crise financeira motivada pela baixa do preço do petróleo no mercado internacional.


Em declarações à Angop, o director regional da Instituição, Serafim Cachuchu, disse que estão suspensos os produtos de crédito BPC salário, BPC futuro, crédito social, para empresas e automóvel.
O responsável apelou à população a adoptar a cultura de poupança para poder rentabilizar os investimentos.  

Investimentos dos herdeiros de JES em Portugal





A filha mais velha do presidente angolano surge ligada a pelo menos 13 empresas. Os irmãos Coréon Dú e Tchizé investem na finança e na agricultura.
Os investimentos de Isabel dos Santos – a filha mais velha do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos – em Portugal valem quase dois bilhões de euros. Só as suas participações em empresas cotadas em Bolsa, como o BPI, NOS e Galp, estão avaliadas em cerca de 1,8 bilhões de euros.
A ‘princesa’ de Angola tem ativos e parceiros em várias áreas, que vão desde a banca, a energia, telecomunicações, comércio de exportação e importação, consultadoria económica, marketing, publicidade e gestão de participações sociais noutras empresas. O CM encontrou registo de atividade Isabel dos Santos em pelo menos 13 sociedades, algumas com sede em Lisboa, nomeadamente na avenida da Liberdade, e na Zona Franca da Madeira. Na região autónoma estão, por exemplo, a Invesluanda, que em 2010 teve como presidente o empresário Américo Amorim; a Niara Holding SGPS, a Niara Power e a Dorsay SGPS. Nesta última, a participação é encontrada através do marido, Sindika Dokolo, que em 2 de outubro de 2010 detinha cerca de 45 mil euros do capital da sociedade.
Em quase todas as empresas, nomeadamente naquelas em que Isabel dos Santos é acionista mas não surge nos órgãos sociais, encontramos um nome comum: Mário Filipe Moreira Leite da Silva, tido como um homem de extrema confiança da filha do presidente angolano. Também José Eduardo Paulino dos Santos (o cantor Coréon Dú), meio-irmão de Isabel dos Santos, é um grande investidor em Portugal. Encontramos o nome associado à Erigo Sociedade de capital de Risco, que gere dois fundos, um deles com 42,3 milhões e outro acabado de lançar, a 7 de janeiro. Coréon Dú aparece na Semba Comunicação e na Masemba, dona da revista ‘Lux’.
Já os investimentos da irmã Welwitschea José dos Santos, conhecida por Tchizé, são mais modestos. Tem duas participações em empresas ligadas à agricultura, de produção de pera-rocha.
Correio da Manha | AO24
ANGOLA24HORAS